sexta-feira, 26 de junho de 2009

EXERCÍCIO PUXADO POR TRÁS - Uma revisão de literatura


Existem vários exercícios que são realizados dentro das academias, que podem estar sendo precursores de grades riscos de lesões, um desses exercícios supostamente prejudicial, é a puxada por trás, que atualmente é um dos exercícios questionados (MELONI, 2004)
O National Strength and Condicionation Research apresentou opiniões de seus membros, em relação a melhor maneira de execução do exercício puxada por trás. Concluiu-se que 150 profissionais apresentavam maior favorecimento à execução do exercício por trás, mas a grande maioria (903 membros) optou pela execução da puxada pela frente (SIGNORILE; et al., 2002).
Em estudo realizado por Carpenter et al. (2002) com análise descritiva (questionário) para avaliar a aplicabilidade destes exercícios em academias do Rio de Janeiro, ficou constatada a desistência deste tipo de exercício (puxada por trás) na maioria das academias citadas (80%), relatando a existência de risco de lesão durante sua execução.
É grande o número de professores que conscientizam os alunos, a não realização, da puxada por trás na polia alta. Mas, há professores que passam esse exercício para os alunos. Sendo assim o maior prejudicado é o aluno que esta a mercê desse exercício. Carpenter (2005)
O exercício de puxada por trás sofreu um tipo de rejeição em meados dos anos noventa quando surgiram alguns trabalhos (CRATE, 1997; FEES; et al., 1998) comparando-o a puxada pela frente e analisando as vantagens desta puxada, no que diz respeito à segurança de execução sem comprometimento da articulação do ombro Carpenter (2005).
Estas lesões são geralmente no ombro, onde oferece uma vasta variedade de movimentos bastante amplos. Ao contrario do quadril, onde o fêmur se encaixa perfeitamente numa cavidade profunda oferecendo estabilidade, a articulação do ombro trabalha numa cavidade (glenóide) bastante rasa, e sua estabilização se dá mediante a uma ação de ligamentos e pelos músculos do manguito rotador (Bompa, 2000).

Conclusões
As conseqüências negativas sobrepõem seus benefícios, a puxada por trás coloca o complexo do ombro em risco, sendo assim, é considerado um exercício pouco aceitável para a realização de um programa de treinamento benéfico (MAIOR, 2004).
Realmente não se pode afirmar qual deles é mas adequado para prescrever na rotina da musculação. A questão é, o quanto eles se diferenciam entre si, e até que ponto executar apenas um destes exercícios, sabendo que com isso estamos contribuindo para a melhora muscular e poupando as articulações do executante (CARPENTER, 2005).
Moraes (2001), em dados não-publicados, afirma que os profissionais de educação física que atuam na área de treinamento de força, devem usar exercícios para cintura escapular e exercícios para fortalecimento do manguito rotador, pois são muito importantes, antes da realização da puxada por trás. Diminuindo assim o risco da Síndrome do impacto de ombro, evitando assim lesões pela puxada por trás.
Segundo os autores referenciados a cima, conclui-se que especificamente a puxada por trás pode levar a lesão, se não houver um fortalecimento dos músculos que envolvem essa articulação. Com o avanço tecnológico e medição de força interna, é possível que tenhamos parâmetros seguros para uma conclusão desses raciocínios. Sugerem-se mais estudos sobre o assunto, pois é de estrema importância.

Autor: Max Fernandes

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